Frankenstein em inglês: como ler o livro de Mary Shelley
Frankenstein em inglês é uma leitura de nível intermediário avançado, por volta do B2 (uma referência aproximada, já que o CEFR não classifica livros), mais pelo estilo do que pelo enredo. Mary Shelley escreve num inglês formal do início do século XIX, com frases longas, vocabulário erudito e muita emoção. Para quem fala português, porém, boa parte dessas palavras vem do latim, e isso torna o texto mais acessível do que parece.
Frankenstein: autora, ano e estrutura
Frankenstein; or, The Modern Prometheus foi publicado em 1818, sem o nome da autora na capa. Mary Shelley começou a história aos 18 anos, e uma edição revisada por ela saiu em 1831. Uma confusão comum: Frankenstein é o sobrenome do cientista, Victor, e não da criatura, que no livro nunca recebe nome.
O romance tem uma estrutura em camadas, como caixas uma dentro da outra:
- As cartas de Robert Walton, um explorador a caminho do Ártico, para a irmã na Inglaterra;
- A história de Victor Frankenstein, que Walton encontra no gelo e que conta a própria vida;
- A história da criatura, narrada por ela mesma a Victor, no meio do livro.
Saber disso evita a sensação de "quem está falando agora?". O cinema fixou a imagem do monstro lento e quase mudo, sobretudo no filme de 1931, mas no livro a criatura é ágil, articulada e fala muito bem.
Experimente: Frankenstein, com a tradução de cada frase a um toque
Por que o inglês de Frankenstein é formal, e por que isso ajuda você
O texto pertence ao Romantismo inglês. As frases são longas, as emoções são intensas e os personagens falam como se escrevessem cartas. Para um leitor brasileiro, há uma vantagem: muito do vocabulário difícil tem parente próximo em português.
| Palavra no livro | Sentido | O português ajuda? |
|---|---|---|
| despair | desespero | sim, e a palavra se repete muito |
| benevolence | bondade, benevolência | sim |
| ardent | ardente, intenso | sim |
| tranquillity | tranquilidade | sim |
| abhorrence | horror, aversão | em parte |
| countenance | rosto, expressão | não |
| wretch | infeliz, miserável | não |
Cuidado com um falso amigo: miserable quase sempre quer dizer infeliz, não pobre. E countenance, que aparece o tempo todo, é o rosto ou a expressão.
A criatura aprende a língua como você
Um trecho chama a atenção de quem estuda idiomas. Escondida junto a uma cabana, a criatura aprende a falar e depois a ler ouvindo uma família conversar todos os dias, sem professor e sem dicionário. Ela aproveita ainda as aulas que um dos jovens da casa dá a uma estrangeira recém-chegada.
Primeiro ela reconhece palavras soltas, depois frases, e só então chega aos livros. Os que encontra são conhecidos: Paradise Lost, de Milton, Vidas Paralelas, de Plutarco, e Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe. É uma pequena história de aprendizado de língua por exposição, escrita há mais de duzentos anos.
O que é difícil e o que é fácil em Frankenstein?
- Difícil: frases longas com várias orações; vocabulário emocional abstrato; descrições de paisagem (Alpes, lagos, o gelo do Ártico); o tom solene constante.
- Fácil: não há dialeto nem gíria; a gramática é regular; muitas palavras se repetem (misery, despair, wretched, creature, daemon); o livro é curto para um clássico, e o Lolang estima cerca de 16 horas de leitura.
Uma estratégia simples: dedique mais tempo à parte narrada pela criatura. É a mais famosa e, para muitos leitores, a mais tocante. Nas descrições de paisagem, pode acelerar.
O que ler antes e depois de Frankenstein
Antes, um clássico curto ajuda a se acostumar com o inglês do século XIX. The Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde (O Médico e o Monstro) tem pouco mais de cinco horas no Lolang e trata de um tema vizinho: o cientista e aquilo que ele libera. The Time Machine (A Máquina do Tempo), de H. G. Wells, é outra ficção científica curta, com prosa mais moderna.
Depois, Dracula (Drácula) é o par clássico do terror, mais longo e com mais vozes. The Invisible Man (O Homem Invisível) traz de volta o cientista que perde o controle, num tom mais leve.
Como ler Frankenstein no Lolang
No Lolang, o livro aparece em trechos curtos, uma frase ou parte dela de cada vez, no original em inglês, o que divide as frases longas de Shelley em partes manejáveis. Um toque abre a tradução automática do trecho para o português, feita por IA, e outro botão explica o trecho no contexto quando a sintaxe complicar. Cada trecho também pode ser ouvido em voz sintetizada.
Tocar numa palavra abre o cartão do dicionário, e você pode salvá-la para revisões espaçadas, com a frase de exemplo. O Lolang também mostra que porcentagem das palavras do livro você já conhece. É gratuito, funciona no navegador do celular ou do computador e dá para começar como visitante.
Abra Frankenstein, aqueça com O Médico e o Monstro ou siga para Drácula.
Perguntas frequentes
Frankenstein é o nome do monstro?
Não. Frankenstein é o sobrenome do cientista, Victor. A criatura não tem nome no livro.
Em que ano Frankenstein foi publicado?
Em 1818, primeiro sem o nome da autora. Uma edição revisada por Mary Shelley saiu em 1831.
Frankenstein é difícil de ler em inglês?
O estilo é formal e as frases são longas, então, como referência aproximada, o ideal é estar por volta do B2. O vocabulário de origem latina ajuda quem fala português.
Quanto tempo leva para ler Frankenstein em inglês?
O Lolang estima cerca de 16 horas de leitura, ou pouco mais de um mês com meia hora por dia.
Também dá para ler o seu próprio livro
No Lolang você pode enviar o seu próprio arquivo EPUB, FB2 ou TXT. Ele é dividido em trechos curtos, com tradução e voz sintetizada, do mesmo jeito que os livros do catálogo, e só você vê esse livro. Enquanto isso, o catálogo gratuito de clássicos continua crescendo.